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Cloud Business: o que uma compra da Salesforce pela Google tem a ver com seu negócio

 

Se sua empresa utiliza um ou mais computadores conectados à internet, leia esse post até o fim. A computação na nuvem é uma realidade cada vez mais presente no ambiente corporativo e, ainda que sua companhia não a utilize em larga escala, isso deve mudar em breve. O Cloud Business e Service é um estado de coisas inevitável, pois armazenamento, performance e ambientes integrados farão a diferença não apenas para você, mas também para os seus concorrentes.

No mercado do Cloud Business e Services, as empresas que fornecessem as principais soluções e figuram entre os maiores norteadores dessa expansão são Amazon e Microsoft. O Google, embora seja uma das marcas mais poderosas do mundo, tem exatamente aí uma de suas fraquezas: nos últimos anos, a companhia sediada em Mountain View (Califórnia, EUA) observou seus principais concorrentes se distanciarem ainda mais nessa disputa.

“O Google está muito abaixo, praticamente fora do mercado de Cloud Service. Perde principalmente para a Amazon e a Microsoft, duas concorrentes fortes em vários outros serviços também oferecidos pela Google”, analisa Dino Bastos, CEO da Partners Comunicação Pro Business.

Para que você tenha uma compreensão mais profunda sobre o cenário da competição no mercado de Cloud Business e Services, veja os dados abaixo:

    • O Amazon Web Services (AWS), da Amazon, abocanha quase 47% do market share do setor;
    • O Azure, da Microsoft, possui 16% da fatia;
    • O Google Cloud, do Google, abraça meros 4% de presença.

Neste contexto, a subsidiária da Alphabet Inc resolveu se mexer para aumentar a sua presença e competir com mais força em um mercado majoritariamente dominado pela concorrência.

A estratégia 

  1. Uma possível compra da Salesforce; 
  2. Uma incrementação da tecnologia e serviços oferecidos;
  3. Uma meta agressiva de ocupar o segundo lugar;
  4. Um prazo pré-determinado de 3 anos, ou seja, até 2023.

 

A Salesforce é uma companhia americana de software on demand, que oferece soluções especiais de inteligência artificial, atendimento ao cliente, marketing, gestão de comunidades, criação de aplicativos e aquela pela qual se notabilizou: o Sales Cloud, um dos mais elogiados sistemas de CRM de todo o mundo.

 

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“É uma estratégia de combate muito forte: compra a Salesforce, aprimora a tecnologia e, automaticamente, se torna a segunda colocada em share de mercado”, ressalta Dino Bastos. “É um método de inibição do crescimento da concorrência e proteção de mercado.”

Mas o CEO da Partners não está sozinho nessa leitura. Segundo uma análise de mercado feita pela RBC Capital Markets, o Google pode seguir esse caminho devido às dificuldades em crescer e se estabelecer como uma força principal no market share de Cloud Service mundial. Com a compra da Salesforce, o salto para ocupar o segundo lugar no domínio do mercado seria praticamente instantâneo. Afinal, já há um movimento comum de empresas que estão abrindo mão do AWS e migrando para o Azure. 

No acompanhamento do movimento destas empresas, o Google pretende aproveitar essa migração e se posicionar como segunda principal empresa dominante, quando o assunto é Cloud Business.

“Não é, necessariamente, uma medida lucrativa. Muitas empresas aceitam arcar com as consequências deste tipo de movimento. Em alguns casos ficam no 0 x 0, em outros até saem no prejuízo. Entretanto, conseguem inibir o crescimento ou os novos vôos de empresas concorrentes.” explica Dino Bastos.

Segundo a RBC, a transação deve chegar aos 250 bilhões de dólares. Em termos de valuation, isso já posicionaria o Google Cloud Services em segundo lugar no mercado.

Além disso, é provável que seja criada uma nova divisão dentro da empresa. Um novo serviço e até uma nova marca, voltada para os serviços em nuvem, podem também ser criados, visando possibilitar que a Salesforce, sua comunidade e toda sua legião de clientes permaneçam fiéis aos valores e cultura da marca.

Esse movimento para descolar as marcas Google e Salesforce aconteceria por duas razões: 

    1. A contratação de Thomas Kurian, um executivo já experiente no mercado, inclusive em Wallstreet, que chega com uma bagagem de 20 anos como presidente de produtos de outra gigante, a Oracle.
    2. Uma nova marca não associada à Google amenizaria as críticas e ataques às políticas antitruste que o Google sofre e sempre sofreu ao longo dos anos. Uma nova “cara” pode fazer com que as pessoas “esqueçam” dessas questões de maneira quase que inconsciente.

Por que a Google compraria a Salesforce?

Mesmo que a Salesforce seja reconhecida primariamente pela excelência do Sales Cloud, um Customer Relationship Manager (CRM) integrado à nuvem, e não pelo Cloud Business e Service no sentido geral, analistas de mercado não deixam de notar que a empresa tem crescido consistentemente na quantidade de clientes adquiridos, novas funcionalidades e produtos para negócios, além da sua comunidade de usuários e de promotores da marca.

Sua infraestrutura de cloud, apesar de não ser a mais ampla, agregada a todos os pontos e valores citados acima, devem alavancar o Google e todo o seu ecossistema tecnológico para o segundo lugar no mercado global de Cloud Business e Service, deixando-o apenas atrás da Amazon.

“Ao adquirir a Salesforce, o Google também faz a aquisição de um banco de dados muito forte – dentro do Sales Cloud -, que contém toda a jornada de clientes, desde as primeiras estratégias de marketing de atração, até o final, até a venda,” avalia Dino Bastos.

A briga é pela aquisição do ativo mais valioso do momento, motivo de interesse da Amazon, Apple, Microsoft, Facebook, Google e todas as grandes corporações desse mercado: dados. Os dados das empresas e os nossos também.

O seu negócio tem tudo a ver com isso

A possível nova aquisição da Google vai além de uma simples estratégia ou de uma boa gestão de marketing. É uma movimentação que vai mudar o mercado de Cloud Business e Service, estabelecendo uma nova ordem no fornecimento de serviços essenciais para quase todos os mercados do mundo.

Se, hoje, grande parcela das estações de trabalho com um computador ou notebook utilizam memória física, e arquivos para consulta e operacionalização ainda encontram-se offline, o prognóstico é de mudança radical nos próximos anos. Ter, online, todo o necessário para fazer o negócio acontecer, garantindo o seu acesso sempre que necessário e independentemente do local, fomentando a produtividade e a interação entre soluções complementares, será o ponto de partida, muito em breve, em quase todas as companhias do mundo.

A comunicação e o marketing são áreas que lidam com todo o branding de uma empresa, suas soluções e cultura organizacional. O trabalho desenvolvido tem um papel fundamental na imagem e reputação do negócio. Afinal, resgata o compromisso e a cultura empresarial, que produz resultados e possibilita a racionalização de custos, aumento de vendas, faturamento e receitas, e agregam valor ao mercado.