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Media training na prática: porta-voz técnico x porta-voz carismático

O media training é um treinamento fundamental para empresas e organizações que procuram se posicionar bem frente aos seus stakeholders. Ao contrário do que muitos gestores imaginam, essa preparação deve ser permanente.

Encarar uma entrevista ou ficar diante de uma câmera não é uma tarefa simples para a maioria das pessoas. Por isso, o media training é um auxiliar importante para melhorar a fala, postura e gestos do porta-voz.

Esse treinamento é indicado para empresários, políticos ou pessoas físicas que procuram desenvolver competências comunicacionais, melhorando a maneira de se relacionar com os jornalistas.

Dessa forma, é importante compreender as etapas da preparação, bem como entender como ela acontece e qual a melhor forma de escolher e preparar os porta-vozes. Para saber mais sobre esse assunto, continue lendo este post!

O que é media training?

O media training pode ser definido como um instrumento no relacionamento das empresas com a mídia (rádio, jornal, TV e, recentemente, internet) e todos os seus públicos-alvo. Esse treinamento busca identificar o porta-voz ideal e treiná-lo segundo as estratégias propostas pela empresa e necessidades ao dialogar com a mídia.

Ele organiza e sugere técnicas específicas para que o representante se expresse bem e conheça o funcionamento e as diferenças entre uma entrevista para rádio e TV, por exemplo. A cada situação em que o líder é exposto, independentemente do tempo de treinamento e de seu perfil, é preciso rever tudo o que foi falado e identificar erros e pontos de melhorias.

Esse processo é relevante, principalmente, para grandes organizações e para políticos, pois, nesses casos, há uma necessidade maior de ter um bom representante preparado para qualquer ocasião, sejam elas boas, como no caso de entrevistas coletivas, sejam elas delicadas, como no caso de uma crise.

Qual é a importância do treinamento e da escolha do porta-voz?

O media training é importante para empresas que desejam atrair a atenção da imprensa ou que por sua relevância no mercado estão sempre em contato com a mídia. Estar preparado para essa situação é um diferencial, porque a maioria das instituições ainda não utilizam esse tipo de treinamento de forma apropriada.

Quando jornalistas encontram porta-vozes acessíveis, articulados e disponíveis, eles tendem a escolher essas pessoas como fontes. Por isso, o media training pode ser o caminho para ganhar destaque na mídia.

Mas, é preciso lembrar que o escolhido será o representante oficial da marca. Dessa forma, tudo que for dito por ele, seja em entrevistas ou até em perfis pessoais na internet, será levado em consideração e associado à imagem da organização.

Para realizar um bom media training, é preciso entender que não é qualquer pessoa que poderá responder em nome da empresa. O profissional escolhido deve ter algumas características que facilitarão o treinamento: boa fala, raciocínio lógico, boa dinâmica, postura, desenvoltura, empatia e carisma são qualidades que devem ser procuradas em um porta-voz.

O principal fator, no entanto, é a capacidade de gerar credibilidade no que está sendo dito. As pessoas precisam confiar e acreditar no profissional. Existem pessoas que nascem com esse dom, mas saiba que qualquer um pode se tornar um porta-voz convincente. O media training permite isso, mas exige treinamento.

Além disso, em momentos de crise apenas o porta-voz deve ter contato com a mídia e falar somente o que foi decidido em reuniões com os profissionais envolvidos. Essa preparação só se faz com o treinamento prévio, que englobará vários aspectos da comunicação.

Media training e o porta-voz: como fazer a preparação?

A preparação e a eleição de um porta-voz deve ser diferente para cada objetivo e para cada perfil de empresa. As organizações têm necessidades especiais e prioridades diferentes, por isso, é dever dos profissionais do media training identificar essas demandas e depois disso, escolher e preparar o mensageiro.

Já existem treinamentos diferentes para cada tipo de necessidade. É possível focar na gestão de crises, oratória, postura e até como se portar nas redes sociais. Cada capacitação tem suas diferenças, mas de forma comum, elas começam na elaboração de um roteiro que é aplicado ao colaborador escolhido.

Depois, há uma apresentação ao porta-voz explicando como o treinamento é realizado, como os jornalistas se portam e o que eles esperam do entrevistado.

Passada a parte teórica é hora de começar a praticar. O colaborador passará por ensaios e análises de como se portar diante das câmeras, como responder perguntas e como chamar a atenção do espectador.

Os treinamentos podem ser realizados internamente ou por agências especializadas nessas ações. Isso é um facilitador, pois essas empresas têm experiências e técnicas que facilitarão o trabalho e otimizarão o tempo de treinamento.

Quais são as diferenças na preparação do porta-voz?

Cada porta-voz tem uma característica que deve ser explorada. Cada pessoa é única e, por isso, cada treinamento também. As características são moldadas de acordo com o objetivo da empresa e as qualidades que o orador tem.

O treinamento ajudará justamente nisso: acentuar qualidades e minimizar defeitos. A preparação relaciona todos os aspectos, desde as expressões corporais e faciais, passando por respiração, entonação e claro, o conteúdo da mensagem.

Existem dois tipos principais de porta-voz. Acompanhe!

Porta-voz técnico

O porta-voz técnico é o profissional que tem foco no conteúdo. Ele tem a sua importância devido à qualidade e propriedade que tem sobre o assunto abordado.

Normalmente, apresenta a postura mais séria, porque representa uma organização que precisa da seriedade ou os assuntos tratados são muito técnicos e sem espaços para descontração. Porém, se o representante for um porta-voz técnico que não passa credibilidade, de nada adianta. Ele precisa ser convincente ao exercer esse papel.

Porta-voz carismático

O porta-voz carismático consegue atrair o público e chamar atenção dele. Mesmo não apresentando tanta credibilidade, a empatia acaba superando alguns deslizes e a falta de conhecimento técnico. Ambos podem falar sobre o mesmo assunto, mas o porta-voz carismático consegue colocar as informações em linguagem coloquial, o que acaba tornando a mensagem mais acessível e de fácil entendimento.

Uma entrevista com um porta-voz carismático é como uma conversa. Ele pode se dar o direito de errar e consertar em seguida o que foi dito sem causar uma situação de embaraço. A mensagem é passada de forma mais simpática e natural.

Por apresentarem diferenças, o foco no treinamento também é diferente. No primeiro caso, o porta-voz técnico deve fazer com que a mensagem dele tenha credibilidade. Para isso, a impostação da voz, a postura, roupas e cabelo são relevantes. A preocupação começa no discurso e se estende até a aparência.

O conteúdo também deve ser preparado para que não se torne um discurso longo, chato e sem credibilidade. Fatores como o público-alvo e o tempo de entrevista são preponderantes para a escolha dos temas abordados.

No caso do porta-voz carismático, o media training precisa corrigir excessos e deslizes. O escolhido já tem uma fluência verbal boa e se preocupa com fatores como aparência e gestos. Por mais que esse perfil permita tom informal e brincadeiras, a mensagem é o ponto principal. Assim, o treinamento será focado no conteúdo, pois a mensagem deve ser compreendida e ter credibilidade.

Portanto, realizar um treinamento na sua empresa será importante para aprender a lidar com repercussões negativas, ter mais destaque nas mídias e melhorar a imagem da empresa. Existem várias formas de começar o media training, mas é importante entender que esse é um processo contínuo.

Se você quer saber mais sobre os tipos de treinamento ou desenvolver um trabalho de porta-voz, entre em contato com a Partners Comunicação Integrada!

 

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