Deste total, o Banco da Amazônia aplicou 60% nos projetos de pequenos portes

O Banco da Amazônia (BASA), principal braço do governo federal para o desenvolvimento da região amazônica, atingiu o recorde de R$ 8,1 bilhões em 2019 nos financiamentos com recursos de fomento (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte – FNO e outras fontes). Com o FNO, a Instituição aplicou R$ 7,67 bi na Região Norte, contemplando mais de 16.400 projetos.

Estes resultados foram divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Banco para toda a imprensa nas suas demonstrações financeiras, referentes ao exercício de 2019, e mostra que as contratações no crédito rural atingiram também o recorde de R$ 4,08 bilhões na Região Norte, evidenciando um aumento de 50% em relação a 2018, o que torna o BASA responsável por mais de 63% do crédito de fomento na região Norte. Os demais setores receberam R$ 3,58 bilhões, equivalendo a 46,7%.

De acordo com o documento divulgado, a atuação do Banco atingiu os 450 municípios da Amazônia Legal e tiveram como maior foco os negócios de pequenos portes – agricultores familiares, mini, pequenos e pequeno-médios produtores rurais e suas cooperativas e associações, microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno e pequeno-médio porte – com ênfase para a valorização da pequena produção de base familiar.  Os pequenos foram alvo de 60% do crédito oferecido em 2019 com contribuição direta dos aplicativos Pronaf e MPO Digitais que contribuíram para este resultado. O agronegócio regional recebeu R$ 4,5 bilhões, o Microcrédito Produtivo Orientado (MPO) teve o total de R$ 101 milhões investidos e o setor de infraestrutura foi alvo de R$ 1,5 bilhões em contratações.

FNO 30 ANOS

Em setembro do ano passado, o FNO completou 30 anos, sob a gestão do Banco da Amazônia. Para comemorar essas três décadas, foram realizados 51 seminários integrados para divulgação do fundo, com participação de aproximadamente 3 mil pessoas, abrangendo todos os Estados da Região Norte. Em 2019, foi disponibilizado, para investimentos na região com o FNO, o valor de R$ 9,3 bilhões. As contratações totalizaram R$ 7,67 bilhões, resultado 66,40% maior do que o valor referente ao exercício anterior, quando foram aplicados R$ 4,61 bilhões.

O FNO foi operacionalizado por meio de cinco programas de financiamento, dentre eles o Programa FNO-Amazônia Sustentável, cujas linhas de crédito contemplam a todos os setores e empreendimentos regionais, sendo o programa que apresentou o melhor desempenho no período, com a contratação de R$ 6,75 bilhões, correspondendo a 88,1% do total contratado. Em seguida, o Programa FNO-MPEI apresentou o valor contratado de R$ 502,1 milhões e o Programa FNO-PRONAF, com R$ 309,5 milhões.

MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

O Banco da Amazônia teve um acréscimo de 32,98% na aplicação de recursos para as Micro e Pequenas empresas. A instituição aplicou o valor de R$ 832,06 milhões.

MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL

Por meio do Programa FNO-MEI, o Banco contratou R$ 4,72 milhões aos Microempreendedores Individuais, valor 4,9% maior do que no ano anterior, contribuindo de forma significativa para o desenvolvimento local e regional, ampliando a geração de emprego e renda nas áreas onde o Banco da Amazônia atua.

Agricultura Familiar

Através do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), o Banco vem desenvolvendo desse segmento no cenário regional, financiando projetos que atendam aos padrões de responsabilidade ambiental, econômica, social e cultural. No ano passado, o Banco aplicou R$ 309 milhões no PRONAF.

Com relação ao segmento Pessoa Física, no ano de 2019, o Banco da Amazônia aplicou o montante de R$ 3,75 bilhões nas linhas FNO– PRONAF; FNO – Amazônia Sustentável; FNO – ABC/Biodiversidade, representando um aumento de 48% com relação ao mesmo período de 2018, com destaque para o crescimento expressivo da linha FNO –Amazônia Sustentável.

MICROFINANÇAS – Programa Microcrédito Produtivo Orientado– AMAZÔNIA FLORESCER

O Amazônia Florescer atua nas áreas urbana e rural por meio de Termo de Parceria entre o Banco da Amazônia e a Associação de Apoio a Economia Popular da Amazônia (Amazoncred), responsável pela operacionalização do programa por meio de visitas aos empreendedores populares urbanos (informais) e agricultores familiares no local onde desenvolvem suas atividades, envio de propostas de crédito ao Banco da Amazônia, bem como a realização de acompanhamento do ciclo do crédito e cobrança. A vertente urbana faz parte do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (PNMPO), enquanto a vertente rural atua junto ao Programa Nacional de Agricultura Familiar (PRONAF).

Em 2019, houve a criação e implantação do projeto MPO Digital do Programa Amazônia Florescer Urbano para todas as unidades de Microfinanças. Houve ainda a inauguração das novas unidades de microfinanças em Boa Vista-RR, Araguaína-TO e Macapá-AP.

Em 2019, o Programa Amazônia Florescer atuou no microcrédito urbano atendendo 41.885 empreendedores populares, aplicando o montante de R$100,6 milhões, um aumento de 2% em relação ao exercício 2018, ocasião em que foi aplicado o valor de R$ 98,7 milhões.

No que tange ao microcrédito rural, no Exercício 2019, o Programa Amazônia Florescer atendeu 2.730 agricultores familiares, aplicando o montante de R$9,4 milhões.

LUCRO LÍQUIDO

O lucro líquido atingido no exercício de 2019 foi de R$ 275,34 milhões contra os R$ 109,07 milhões realizados em 2018, representando um aumento significativo de 152,4%. O Patrimônio Líquido atingiu R$2,19 bilhões, superior 13,4% em relação a 2018 (R$1,93 bilhão). Com relação aos ativos totais, houve crescimento de 8,1%, representando R$1,53 bi a mais do que no ano de 2018, tendo como maior incremento a carteira de títulos e valores mobiliários, no valor de R$721 milhões e de operações de créditos – R$457,4 milhões, representando 76,7% dos totais dos ativos, contra 76,6% no exercício de 2018. O índice de Basileia fechou com o índice de 12,5% contra 13,4%, apresentado em 2018.

Carteira de Operações de Créditos

A carteira classificada de operações de crédito apresentou crescimento de 17% e teve como maior destaque a elevação da carteira comercial que encerrou 2019 com saldo de R$ 1,32 bi.

Receita de Recuperação de Crédito

Em 2019, o resultado consolidado evidencia o volume de RS 198,2 milhões de créditos recuperados, para todas as fontes de recursos, ante R$ 196,8 milhões no mesmo período do ano anterior, incluindo FNO (crescimento de 0,71 %).

Destaca-se a representatividade das renegociações do público da Lei 13.729/18 (anteriormente Lei 13.340/16) na condição de principal vetor da recuperação, porquanto continuou a impactar positivamente com a regularização das operações inadimplidas, equivalendo a 54,6% do total.

REDE DE ATENDIMENTO

O Banco da Amazônia atua nos nove estados da Amazônia Legal (Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), além da capital de São Paulo.

Em 2019, o Banco contava com uma estrutura de rede de atendimento formada por 122 unidades, sendo 120 agências e 2 Postos de Atendimento Avançado.

PATROCÍNIOS

Por meio dos Editais Públicos de Patrocínios, em 2020, o Banco da Amazônia vai patrocinar 90 projetos que abrangem os segmentos social, cultural, esportivo, ambiental e de eventos (feiras, congressos e exposições) dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

A Instituição também publicou o resultado do Prêmio Banco da Amazônia de Artes Visuais 2020, o qual selecionou três projetos, e a Chamada Pública da Lei Rouanet 2020, que escolheu dez iniciativas culturais para receberem apoio financeiro do Banco. O valor destinado para patrocinar estes projetos será de R$ 2,50 milhões.

PARCERIAS

O BASA e o Instituto Conexões Sustentáveis (Conexsus) assinaram Acordo de Cooperação Técnica no ano passado para o estabelecimento de cooperação estratégica entre essas Instituições para o desenvolvimento sustentável dos negócios comunitários da região amazônica, mediante a atuação junto aos financiamentos de custeio, investimento, comercialização e capital de giro obtidos junto ao Banco, visando reduzir as dificuldades de acesso ao crédito, além de possibilitar maior segurança às operações realizadas pelas organizações econômicas socioambientais e seus associados.

Também em parceria com o Instituto Conexsus, Instituto Internacional de Educação do Brasil e o Observatório do Manejo Florestal Comunitário e Familiar – OMFCF, foi promovida a oficina “Financiamento da safra de manejo florestal comunitário e familiar” para ampliar o conhecimento sobre os critérios para acesso e manutenção do crédito de custeio e investimento na área de atuação dos produtores que participaram do evento.

A oficina capacitou lideranças comunitárias ribeirinhas, quilombolas e indígenas para que também disseminem as formas de acesso ao crédito.

Outra parceria destacada foi com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo -CNC, que assinaram em setembro de 2019, um Acordo de Cooperação Técnica que possibilitará a oferta ao setor do Comércio as linhas de crédito do FNO.

PERSPECTIVAS PARA 2020

Para o ano de 2020, estão disponíveis para investimentos na região R$13 bilhões dos quais, R$ 9,9 bilhões são oriundos do FNO, distribuídos nos estados conforme abaixo:

Neste ano, o Banco está disponibilizando sete programas de financiamento para o FNO, sendo dois novos: FNO MPO – voltado para o microcrédito e o FNO INFRA – destinado aos projetos de infraestrutura, como logística, estrutura elétrica e de saneamento básico.

O Banco da Amazônia, o Governo do Pará e a organização internacional The Nature Conservancy (TNC) assinaram, no dia 18 de fevereiro, um protocolo de intenções para construir parcerias e unir esforços para atuação compartilhada nas ações de apoio à produção de cacau por pequenos produtores agroflorestais.

Representando o Banco da Amazônia, estiveram, além do presidente Valdecir Tose, o superintendente regional do Pará e Amapá, Edmar Bernaldino e o gerente executivo de Pessoas Físicas, Luiz Lourenço.

O presidente do Banco da Amazônia Valdeci Tose, explica que, a partir da assinatura, “será priorizada a análise dos participantes e criaremos taxas e linhas de crédito diferenciadas. Nosso objetivo é dar celeridade para as ações de financiamento aos produtores que estão no processo de crescimento”, destacou.

A assinatura ocorreu no Palácio dos Despachos durante o encontro com representantes globais do Instituto de Conservação do Brasil TNC – The Nature Conservancy. A reunião foi um pedido da TNC para promover uma rodada de diálogo com 15 participantes da Organização que tem atuado em países como Estados Unidos, México, Peru, além do continente europeu. O evento contou com a participação de representantes indígenas e de outras pastas do governo do Estado.

Empreendedores de todos os portes e segmentos que contraíram financiamentos e empréstimos no Banco da Amazônia (BASA) podem solicitar a suspensão do pagamento das suas parcelas por seis meses. A medida foi criada para minimizar os impactos do avanço do novo coronavírus na região amazônica e vai atender 150 mil clientes pessoas físicas e jurídicas da instituição.

Para o empresário Francisco Gomes Neto, proprietário do Restaurante Govinda, essa prorrogação será a “tábua de salvação” de muitos empreendedores, especialmente das micro e pequenas empresas. “Outras instituições estão oferecendo dois ou três meses, mas o BASA está prorrogando por seis meses. Será um super fôlego para os negócios”, comentou.

Francisco Neto possui financiamento em andamento no Banco. Ele lamenta que os atendimentos em seu restaurante caíram aproximadamente 70%. “Antes da quarentena atendíamos em torno de 200 pessoas, agora por volta de 70 pessoas”, revelou. Tudo está sendo por meio de delivery. “Criamos opções de pratos com preços mais acessíveis, disponibilizando mais opções de produtos para minimizar os sérios impactos nos resultados financeiros da empresa”.

De acordo com o presidente do BASA, Valdecir Tose, a suspensão das parcelas visa beneficiar os empreendedores e produtores rurais de toda a Amazônia e a economia da região, sobretudo, aos micro e pequenos negócios e dos informais que serão os mais afetados com a pandemia do coronavírus.

Valdecir Tose informa que o Banco enviou uma minuta para o Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR) solicitando uma suspensão de 12 meses para os casos dos financiamentos do FNO (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte). “Consideramos que será longa a recuperação, simulando que ainda teremos no mínimo mais 45 dias para normalização”, ponderou o presidente.

Como suspender as parcelas

O diretor de Crédito do Banco, Roberto Batista, explica que a prorrogação das parcelas de empréstimos e financiamentos é para operações de crédito comercial e de fomento, contratadas até fevereiro de 2020.

Os interessados na prorrogação das parcelas por seis meses devem fazer a adesão através de plataforma, que ficará disponível no site institucional do Banco.

Canais de Atendimento

Além dos canais mencionados, o BASA dispõe do site institucional (www.bancoamazonia.com.br), do Whatsapp (91-4008-3785), do Fale Conosco (4008-3888) de Segunda a Sexta (excetos feriados) das 8h às 18h, neste caso exclusivamente para contratos com Pessoas Físicas, do Serviço de Atendimento ao Consumidor (0800 727 72 28 – Reclamações, Sugestões e Elogios, 24 horas por dia), os canais digitais Mobile Banking (aplicativo) e o Internet Banking. No caso do app, é necessário atualização da versão através da loja de aplicativos.

As agências estão com o expediente de quatro horas para atendimento aos clientes. Aos enquadrados como grupo de risco da Covid-19 estão tendo atendimento prioritário. No entanto, o BASA estimula o uso dos canais digitais.



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